sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Os dias de Lana

Ela voltava para casa naquela manhã, como de costume, com os pães na sacola


viu um cachorro e voltou à padaria para comprar-lhe comida, viu um pássaro e voltou à padaria para comprar-lhe comida, viu um moço e voltou à padaria para ficar com cheiro de pão...

todos gostam de pão, não?!

Mas sim, voltou para casa e misturou a fumaça dos pães com a do café. E ficou ali, parada admirando os cheiros e o espiral fumaçante. Era feriado, nada mesmo pra fazer -como sou deprimente..fico sentindo cheiro de pão no feriado, devia mesmo era inventar algo menos bobo pra fazer- E ainda era cedo- então ela comeu aquilo lá e sentou na varanda esperando alguma coisa extraordinária acontecer, nada extraordinário acontecia desde aquele dia, na terceira série, em que seu cachorro comeu (engoliu mesmo) o sapato do seu pai.

A noite chegou, ela saiu da varanda e foi dormir. No dia seguinte foi comprar pão....

2 comentários:

fdots disse...

suas moças são tão adoráveis. apesar de me incomodar o xilique dela de se achar deprimente no feriado, o que pra mim dá uma quebra estranha no andamento do texto, acho que ainda assim ele está bem posicionado... seres do sexo feminino nunca mantém a harmonia por muito tempo!

Valquíria Luna disse...

Eu gosto do "xilique", sem ele, ela não esperaria o extraordinário que não vinha desde aquele dia e a história não seria...

Eu gosto.